Resumo
Objetivo: Analisar a eficácia e a segurança dos corticosteroides e de terapias imunossupressoras alternativas no tratamento da Síndrome DRESS. Método: Revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA 2020. A busca foi realizada nas bases PubMed, Scopus, ScienceDirect e BVS, incluindo ensaios clínicos e estudos observacionais publicados entre 2016 e 2026. A qualidade metodológica foi avaliada pelas escalas PEDro e JBI. Resultados: Foram selecionados 08 estudos (n=457). Os achados demonstram que, em casos moderados, o clobetasol tópico é eficaz e evita a toxicidade sistêmica. Em quadros graves, especialmente com envolvimento hepático, a ciclosporina apresentou eficácia comparável aos corticosteroides, mas com normalização laboratorial mais célere, redução expressiva no tempo de internação (média de 8 dias vs. 16 dias) e menor incidência de infecções oportunistas e sepse. Para casos refratários, a imunoglobulina intravenosa (IVIG) mostrou-se uma estratégia de resgate eficiente para estabilização visceral e auxílio no desmame de esteroides. Conclusão: Embora os corticosteroides sistêmicos sejam o padrão, a estratificação pelo escore RegiSCAR permite abordagens mais seguras. A ciclosporina destaca-se como alternativa superior para reduzir o tempo de hospitalização e riscos metabólicos, enquanto a IVIG é fundamental em quadros refratários. A abreviação do tempo de tratamento é crucial para otimizar o prognóstico e reduzir danos iatrogênicos.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Denise Candeia de Lima Medeiros
