Role Playing na promoção da interação social em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista: estratégias, tecnologias mediadoras e evidências de efetividade
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Palavras-chave

Transtorno Autístico. Habilidades Socioemocionais. Desempenho de Papéis.

Resumo

O objetivo é analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências científicas sobre as contribuições do role playing para o desenvolvimento da interação social em indivíduos com TEA, identificando as estratégias utilizadas, as tecnologias digitais e os ambientes virtuais empregados como mediadores, bem como as evidências de efetividade, aplicabilidade e perspectivas para sua implementação em contextos clínicos e educacionais. A revisão integrativa foi conduzida conforme as diretrizes, garantindo uma abordagem sistemática e transparente por meio da análise e síntese de estudos científicos já publicados. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e ProQuest utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) em português e inglês: "Role Playing", "Transtorno do Espectro Autista" (Autism Spectrum Disorder) e "Habilidades Sociais" (Social Skills), combinados pelo operador booleano AND, conforme a estratégia: "Role Playing" AND "Transtorno do Espectro Autista" AND "Habilidades Sociais". Estabeleceram-se critérios de inclusão e exclusão para garantir a relevância e a qualidade dos estudos selecionados. Foram incluídos artigos completos, disponíveis na íntegra, publicados nos últimos dez anos, nos idiomas português e inglês, que abordassem diretamente a temática proposta. Excluíram-se artigos duplicados, editoriais, resumos, cartas ao editor e estudos com acesso restrito, que impossibilitavam a análise completa. A análise temática organizou os achados em três categorias: estratégias de role playing, tecnologias mediadoras e evidências sobre efetividade e perspectivas de implementação. As estratégias de role playing mostraram-se eficazes para o desenvolvimento de habilidades sociais e de competências sociocognitivas, bem como para a obtenção de resultados terapêuticos. Dentre as estratégias, destacam-se jogos de papéis, psicodrama, teatro terapêutico, RPG e brincadeiras simbólicas. Tecnologias como realidade virtual, ambientes virtuais, jogos digitais, robótica e plataformas eHealth potencializaram o treinamento de habilidades sociais em ambientes estruturados e seguros. Embora persistam limitações metodológicas relacionadas à heterogeneidade dos estudos e à escassez de avaliações longitudinais, as evidências indicaram benefícios na comunicação, interação social, empatia, autorregulação emocional e participação social. Os achados desta revisão subsidiam profissionais da saúde e da educação na seleção de estratégias terapêuticas e pedagógicas voltadas à promoção da interação social e da inclusão de pessoas com TEA.

https://doi.org/10.61223/biamah.v6i1.154
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