Intervenções no manejo da bronquiolite viral aguda: revisão sistemática baseada em evidências
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Palavras-chave

Doenças Respiratórias. Cuidado da Criança. Assistência Integral à Saúde.

Resumo

As doenças respiratórias na infância constituem uma das principais ameaças à saúde infantil. Entre elas, destaca-se a bronquiolite viral aguda, devido aos seus elevados índices de morbidade e mortalidade, exigindo, assim, estratégias de intervenção rápidas e eficazes. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo sintetizar as evidências sobre as intervenções no tratamento da bronquiolite viral aguda. Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, guiada pelas diretrizes do "Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses" (PRISMA). Para a construção das estratégias de pesquisa, os seguintes descritores em ciências da saúde (DeCS) em inglês foram previamente definidos e combinados a partir do operador booleano AND: "bronquiolite", "doença aguda" e "terapêutica". Foram identificados 77 estudos, dos quais seis atenderam plenamente aos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciaram que as intervenções relacionadas ao suporte ventilatório corresponderam ao maior volume de evidências disponíveis, tendo sido avaliadas em três estudos (50%). A estratégia mais consistente foi a utilização de cânula nasal de alto fluxo/High-Flow Nasal Cannula (HFNC), com melhoras na função respiratória e menor necessidade de escalonamento do suporte ventilatório. As estratégias ventilatórias baseadas em assistência ventilatória ajustada neuralmente (NAVA) e em diferentes níveis de pressão positiva expiratória final (PEEP) também demonstraram importantes benefícios fisiológicos. Por outro lado, as terapias farmacológicas avaliadas não demonstraram benefícios clínicos consistentes, reforçando a ideia de que o tratamento da bronquiolite continua baseado principalmente em medidas de suporte e em uma cuidadosa monitorização clínica. Embora todos os estudos incluídos tenham apresentado alta qualidade metodológica segundo a Escala de Jadad, a predominância de ensaios unicêntricos limita a generalização dos resultados para diferentes cenários assistenciais, sendo necessárias novas pesquisas com amostras mais amplas e multicêntricas.

https://doi.org/10.61223/biamah.v6i1.155
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