Resumo
O objetivo foi avaliar a eficácia das diferentes estratégias de suporte respiratório utilizadas em recém-nascidos prematuros com síndrome do desconforto respiratório, comparando modalidades respiratórias invasivas e não invasivas quanto à necessidade de intubação orotraqueal, ventilação mecânica, estabilização respiratória, displasia broncopulmonar, mortalidade e demais complicações neonatais. Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com base em pesquisas efetuadas na National Library of Medicine, na Biblioteca Virtual em Saúde e na Scientific Electronic Library Online. Inicialmente, foram encontrados 369 documentos, dos quais quatro ensaios clínicos randomizados (ECR) foram incluídos após a aplicação dos critérios de elegibilidade. A necessidade de ventilação mecânica (VM) foi o desfecho mais frequentemente investigado, presente em 75% dos ECR. Em 50% dos estudos, foi observada uma diminuição significativa deste desfecho, sobretudo com a administração menos invasiva de surfactante durante a pressão positiva contínua nas vias aéreas e com o recrutamento pulmonar associado com a intubação-surfactante-extubação. A necessidade de intubação foi avaliada em 25% dos estudos. Todos os estudos avaliaram pelo menos um desfecho relacionado com a estabilização respiratória ou com as complicações neonatais. Em 50% dos estudos, verificou-se uma diminuição significativa da necessidade de VM. As estratégias de suporte respiratório não invasivo e as técnicas menos invasivas de administração de surfactante constituem alternativas seguras e eficazes para o tratamento inicial da síndrome de desconforto respiratório em recém-nascidos prematuros, contribuindo sobretudo para reduzir a necessidade de ventilação mecânica e melhorar a estabilidade respiratória. No entanto, as evidências atualmente disponíveis não demonstram uma superioridade consistente de uma estratégia sobre as demais no que se refere à redução da displasia broncopulmonar, da mortalidade neonatal e de outras complicações graves.

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Copyright (c) 2026 Sarah de Caldas Costa Sousa , Ilana Andrade Santos do Egypto
