Desempenho e acurácia de testes diagnósticos para alergia à proteína do leite de vaca em lac-tentes e crianças: uma revisão sistemática
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Palavras-chave

Hipersensibilidade. Leite. Confiabilidade dos dados.

Resumo

Objetivo: avaliar o desempenho e a acurácia dos testes diagnósticos utilizados para investigar a alergia à proteína do leite de vaca em lactentes e crianças, considerando o teste de provocação oral como padrão-ouro. Método: o presente estudo consiste em uma revisão sistemática da literatura. A estratégia de busca utilizada foi: "Milk Hypersensitivity" AND Diagnosis AND Child. Ela foi aplicada na National Library of Medicine, na Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e na Scientific Electronic Library Online. Resultados: foram incluídos quatro estudos primários de acurácia diagnóstica, totalizando 742 lactentes e crianças com suspeita de alergia à proteína do leite de vaca. Os achados demonstraram que a IgE específica e o teste cutâneo de punção apresentaram utilidade como métodos complementares, sobretudo nas formas mediadas por IgE, enquanto o teste de contato atópico mostrou melhor desempenho nas manifestações tardias. O Cow's Milk-related Symptom Score mostrou-se útil como instrumento de triagem clínica, mas insuficiente para confirmação diagnóstica. Entre os métodos avaliados, o teste de ativação de basófilos apresentou o melhor desempenho diagnóstico. No entanto, em todos os estudos, o teste de provocação oral permaneceu como padrão-ouro para confirmação da alergia à proteína do leite de vaca. Conclusão: os achados demonstram que, embora diferentes métodos auxiliares estejam disponíveis para investigar a alergia à proteína do leite de vaca, nenhum apresenta desempenho diagnóstico suficiente para substituir o teste de provocação oral como padrão-ouro para confirmar a doença.

https://doi.org/10.61223/biamah.v6i1.158
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